O custo do cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste registou uma queda pelo segundo período consecutivo, fixando-se esta semana nos 258,83 euros.
O valor representa uma descida de 1,58 euros em comparação com a semana anterior, marcando a primeira vez este ano que os preços encadeiam duas semanas seguidas de alívio para a carteira dos consumidores.
A tendência de estabilização ou ligeira quebra acentuou-se desde janeiro. Atualmente, a compra deste conjunto de 63 bens essenciais custa menos 17,00 euros (uma redução de 7,03%) face ao início de 2026. Apesar da folga recente, o custo de vida continua significativamente mais elevado a médio e longo prazo: em termos homólogos, o mesmo cabaz custava menos 20,38 euros (menos 8,55%) há um ano, e menos 71,13 euros (uma diferença expressiva de 37,90%) no arranque de 2022.
O balanço global foi de descida, mas vários produtos registaram agravamentos acentuados entre 13 e 20 de maio. A pescada fresca liderou os aumentos com uma subida de 16%, passando a custar 1,65 euros. Seguiu-se o fiambre de perna extra fatiado embalado, com um incremento de 12% para os 2,59 euros/kg, e o café torrado moído, que encareceu 10% e fixou-se nos 0,46 euros.
A análise detalhada aos dados homólogos revela que o setor hortícola sofreu os maiores aumentos face ao mesmo período do ano anterior. A couve-coração disparou 50% para os 1,89 euros/kg, a curgete registou uma subida de 37% para os 2,25 euros/kg e os brócolos aumentaram 33%, atingindo os 3,42 euros/kg.
Numa perspetiva histórica, desde que a associação de defesa do consumidor iniciou esta monitorização a 5 de janeiro de 2022, o cenário de inflação acumulada é ainda mais evidente. A carne de novilho para cozer mais do que duplicou de preço, com uma subida de 128% para os 13,26 euros/kg. A couve-coração (mais 91% para 1,89 euros/kg) e os ovos (mais 84% para 2,10 euros) completam a lista dos três produtos que mais encareceram desde o início da análise.