O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira, 21, o Decreto-Lei que autoriza a transformação do Instituto Politécnico de Leiria na Universidade de Leiria e do Oeste.
“A decisão hoje oficializada representa um marco histórico para a instituição e para o território de Leiria e Oeste, consagrando um percurso de afirmação académica e científica construído ao longo de mais de quatro décadas”, congratula-se a instituição liderada por Carlos Rabadão.
Numa nota enviada ao JE, o presidente Politécnico de Leiria considera que a aprovação formal da criação da Universidade de Leiria e Oeste representa o reconhecimento de um percurso institucional sólido, construído ao longo de 45 anos com base na qualidade, na inovação e numa ligação profunda à comunidade.
“A transformação em Universidade constitui um desígnio de longa data da região e concretiza-se pelo cumprimento rigoroso de todos os requisitos legais exigidos, sendo consequência natural de décadas de mérito académico, maturidade organizacional e compromisso com o desenvolvimento regional”, pode ler-se no documento do Politécnico de Leiria.
O Politécnico de Leiria formalizou o pedido de transformação em Universidade em abril de 2025, “cumprindo um desígnio antigo da região e da instituição”. A proposta apresentada à tutela, lembra Carlos Rabadão, resultou de um projeto de vários anos e de um processo participado, que envolveu docentes, estudantes, pessoal técnico e administrativo, municípios e associações empresariais e industriais da região.
A proposta teve por base o estudo ‘Prospetiva 2035 – Três Cenários para o Futuro de Leiria e Oeste’, desenvolvido pela Estrutura de Missão para o Desenvolvimento do Ecossistema Leiria e Oeste (EM@IPLeiria), que evidenciou que “a criação de uma universidade constitui um fator decisivo de desenvolvimento económico, social e territorial.
Assumimos esta nova etapa com sentido de responsabilidade, conscientes de que o estatuto universitário implica maior exigência científica, maior impacto social e um compromisso ainda mais profundo com o desenvolvimento sustentável, a inovação e a qualificação das pessoas”, salienta o presidente do Politécnico de Leiria.
A futura Universidade de Leiria e Oeste assumirá “uma responsabilidade pública acrescida na consolidação da oferta doutoral, na intensificação da atividade científica e no aprofundamento da cooperação internacional”.
Será, acrescenta o documento, “uma universidade moderna, inclusiva e aberta ao mundo, profundamente enraizada no território, e orientada para o conhecimento aplicado, para a empregabilidade e para a resposta às necessidades concretas das empresas e da sociedade”.
O decreto-lei que determina a criação da Universidade de Leiria e Oeste segue agora para aprovação do Presidente da República, para posterior publicação em Diário da República.