O Presidente da República, António Costa, expressou forte condenação às “humilhações públicas” infligidas a ativistas detidos pelas forças israelenses. Numa declaração contundente, Costa criticou a atuação de Israel, afirmando que há “países que foram berço de direitos humanos” que agora “avançam por caminhos que contradizem a obra que edificaram”.
As declarações foram proferidas em resposta a relatos de que ativistas internacionais, incluindo cidadãos portugueses, foram detidos em operações militares israelenses na Cisjordânia e submetidos a tratamento degradante, incluindo vendas nos olhos e exposição pública forçada.
“É inaceitável que práticas que remetem a tempos sombrios da história sejam utilizadas contra quem luta por justiça e paz”, declarou o Presidente, sublinhando a necessidade de Portugal e da comunidade internacional pressionarem por investigações independentes.
A detenção dos ativistas, ocorrida durante uma manifestação pacífica, gerou onda de indignação em diversos países europeus. Até ao momento, o governo israelense não comentou oficialmente as acusações de humilhação.