Após os bons resultados da primeira edição do projeto ReEarth, lançada no concelho de Boticas em 2024, a EDP anunciou, esta sexta-feira, o alargamento desta iniciativa a novos municípios em Portugal já durante este ano.
O programa passa agora a incluir os territórios de Ponte da Barca e de Arcos de Valdevez, no Alto Minho, mantendo o seu objetivo central: promover a limpeza e a proteção das florestas através da recolha de biomassa, reutilizando depois esses resíduos na produção de energia limpa para abastecer as infraestruturas municipais de utilidade pública.
Até ao momento, a iniciativa permitiu a gestão ativa de cerca de 260 hectares de floresta em Boticas, envolvendo mais de 150 pequenos proprietários e mobilizando mais de 5.000 toneladas de biomassa com potencial energético para a produção de eletricidade local.
Segundo a EDP, este trabalho conjunto reforça a ligação entre a floresta, a energia e as comunidades, aumentando de forma significativa a resiliência dos territórios. De acordo com avaliações independentes, o impacto ambiental é expressivo, registando-se uma redução de até 75% na severidade potencial dos incêndios florestais nas áreas abrangidas pelo programa.
O ReEarth demonstra uma forte vertente social nas regiões afetadas pela fragmentação da propriedade, pelo envelhecimento dos proprietários e pela ausência de gestão ativa dos terrenos. Em 93% dos casos apoiados, os proprietários nunca tinham recebido qualquer apoio à gestão florestal, sendo que, para a maioria, a intervenção da EDP foi determinante para viabilizar a manutenção dos seus lotes de terra.
O nível de satisfação é muito elevado, com 83% dos beneficiários a atribuírem a classificação máxima ao projeto. Adicionalmente, o programa gera valor económico direto através da reativação de áreas de pastagem, permitindo aos proprietários criar uma nova fonte de rendimento que pode alcançar os 540 euros anuais por ano, promovendo ao mesmo tempo um uso sustentável do solo.
Nesta nova fase de expansão, a participação dos proprietários florestais será assegurada através de parceiros locais especializados no terreno. A Capolib mantém-se como parceira em Boticas, enquanto a Associação Florestal do Lima (AFL) assume a responsabilidade técnica e a implementação em Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.