A confiança dos consumidores dos EUA caiu em maio para o nível mais baixo de sempre, atingindo 44,8 pontos no índice da Universidade de Michigan, uma queda significativa em relação aos 49,8 pontos registados em abril. O dado representa uma redução de 10% em termos mensais e de 14,2% em termos homólogos, ficando abaixo da estimativa preliminar de 48,2 pontos divulgada no início do mês.
De acordo com Joanne Hsu, diretora de Inquéritos ao Consumidor da Universidade de Michigan, esta é a terceira queda consecutiva, impulsionada principalmente pelas interrupções no abastecimento no estreito de Ormuz, que continuam a elevar os preços da gasolina e a pressionar o orçamento das famílias.
A avaliação da conjuntura atual desceu para 45,8 pontos, uma queda de 12,8% em relação a abril e de 22,2% na comparação anual. Já as expectativas dos consumidores caíram para 44,1 pontos, menos 8,3% face ao mês anterior e menos 7,9% em termos homólogos.
As expectativas de inflação para o próximo ano subiram para 4,8%, contra 4,7% em abril, enquanto as perspetivas de longo prazo avançaram para 3,9%, comparativamente aos 3,5% registados no mês passado. O aumento das expectativas de inflação a longo prazo foi mais acentuado entre independentes e republicanos, com estes últimos a apresentarem valores mais do dobro dos observados em fevereiro de 2025.
O custo de vida continua a ser a principal preocupação dos consumidores: 57% dos inquiridos mencionaram espontaneamente que os preços elevados estão a afetar negativamente as suas finanças pessoais, contra 50% no mês anterior. “É fundamental salientar que os consumidores parecem preocupados com a possibilidade de a inflação aumentar e alargar-se para além dos preços dos combustíveis, mesmo a longo prazo”, acrescentou Hsu.