O Presidente da República, António José Seguro, recebeu com “profunda tristeza” a notícia da morte do filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, aos 104 anos. Em nota oficial, destacou que Morin foi “um dos grandes pensadores do século XX e do nosso tempo”.

Nascido em Paris, em 8 de julho de 1921, Edgar Nahoum adotou o pseudónimo Morin durante a Resistência Francesa à ocupação nazi. A sua obra, vasta e interdisciplinar, atravessou décadas, combinando reflexão sobre a complexidade, os media, a cultura de massas e a pedagogia do futuro.

Seguro enfatizou a relação especial de Morin com Portugal, que visitou pela primeira vez nos anos 60 a convite de António Alçada Baptista. O filósofo recebeu distinções académicas em universidades portuguesas e considerava o país “extraordinário”, mantendo fortes laços com o mundo da língua portuguesa.

Edgar Morin, que se autodenominava um “optipessimista”, acreditava que quanto mais graves os riscos de crise, maiores as hipóteses de encontrar soluções. A sua obra-prima, “O Método”, em cinco volumes, é um marco do pensamento contemporâneo.