O Tribunal de Contas (TdC) chumbou 1,1% do total da despesa que fiscalizou no último ano, um valor que representa milhões de euros em irregularidades detetadas nas contas públicas. A informação consta da edição desta quarta-feira do JE Diário, que disponibiliza uma análise detalhada dos dados divulgados pela instituição liderada por José Tavares.
De acordo com o relatório, a percentagem de despesa rejeitada é ligeiramente superior à registada no período homólogo, o que indica um reforço na fiscalização e na exigência de conformidade legal. O TdC analisou contratos, obras públicas, aquisições de bens e serviços, e transferências financeiras, entre outras rubricas.
O JE Diário sublinha que a maioria das irregularidades está associada a falhas processuais e documentais, nomeadamente ausência de comprovativos de despesa, violação dos prazos legais e incumprimento dos requisitos de contratação pública. Em termos setoriais, a saúde e a educação foram as áreas com maior número de infrações detetadas.
O presidente do TdC, José Tavares, afirmou que a instituição continuará a apertar o cerco à má gestão dos recursos públicos, defendendo uma cultura de transparência e responsabilidade. Destacou ainda a importância de os organismos públicos corrigirem rapidamente as falhas identificadas para evitar futuras rejeições.
A edição do JE Diário inclui ainda uma reportagem sobre o impacto destas decisões nos orçamentos municipais e nas contas das empresas públicas, bem como uma entrevista com um especialista em finanças públicas que analisa as consequências práticas para a administração central e local.
Os leitores podem aceder à versão completa do jornal no site do Jornal Económico, onde é possível consultar a lista detalhada das entidades fiscalizadas e os montantes exatos da despesa chumbada.