A produção industrial chinesa acelerou para um crescimento homólogo de 5,3% em junho, superando as expectativas dos analistas e sinalizando uma recuperação moderada da segunda maior economia do mundo. Os dados, divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE), mostram uma aceleração de 0,8 pontos percentuais em relação a maio, quando o índice registou 4,5%.

O desempenho positivo foi puxado principalmente pelos setores de eletricidade, aquecimento, gás e água, que cresceram 7,4%, e pela indústria transformadora, com alta de 6%. Em contrapartida, a produção mineira recuou 2,2%, refletindo a desaceleração na demanda de matérias-primas.

No acumulado do primeiro semestre de 2025, a produção industrial acumulou alta de 5,4% na comparação anual.

As vendas a retalho, principal termômetro do consumo privado, também surpreenderam, registrando crescimento de 1% em junho, recuperando da queda de 0,6% em maio — a primeira contração desde 2022. A taxa de desemprego urbano caiu de 5,1% para 5%, sugerindo alguma melhora no mercado de trabalho.

No entanto, o investimento em ativos fixos aprofundou o declínio, caindo 5,7% no primeiro semestre, contra 4,1% nos primeiros cinco meses. A crise imobiliária continua a pesar: o investimento no setor recuou 18% no período. As vendas de imóveis novos, medidas pela área comercializada, caíram 11,6% no acumulado de janeiro a junho, ritmo mais intenso que os 10,8% registados até maio.