O ex-ministro da Educação, David Justino, criticou duramente as recentes medidas que limitam o reagrupamento familiar de imigrantes em Portugal, classificando-as como “execráveis”. Durante uma análise das políticas sociais, baseada na grande reavaliação das estimativas da população residente, Justino defendeu uma reforma profunda da Segurança Social, com mais contribuições baseadas nas receitas das empresas, em vez de onerar os trabalhadores.

Para o ex-governante, restringir o direito ao reagrupamento familiar é uma medida desumana e contraproducente, que não resolve os desafios demográficos do país. Ele alertou que Portugal precisa de imigrantes para sustentar a economia e o sistema de Segurança Social, e que políticas restritivas apenas afastam mão-de-obra qualificada e famílias que poderiam contribuir para o desenvolvimento nacional.

Justino defendeu que a Segurança Social deve ser financiada de forma mais justa, com contribuições das empresas baseadas nas suas receitas, aliviando a carga sobre os salários e incentivando o emprego formal. A reforma, segundo ele, deve ser acompanhada de uma política migratória mais aberta e humana, que valorize o papel dos imigrantes na sociedade portuguesa.