Os preços das habitações novas na China caíram em junho pelo 37.º mês consecutivo, embora a um ritmo menos acentuado do que em maio, enquanto o mercado de casas usadas acelerou a queda, segundo dados oficiais hoje divulgados.
Os preços das habitações novas em 70 cidades selecionadas recuaram 0,15% face ao mês anterior, segundo cálculos feitos com base nos dados divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE). Em maio, a queda foi de 0,2%.
Das 70 cidades analisadas, 50 registaram descidas nos preços das habitações novas, face às 52 de maio, enquanto 20 – entre as quais Xangai, Cantão e Shenzhen – registaram aumentos, acima das 16 do mês anterior.
Os cálculos com base nos dados do GNE mostram igualmente que os preços das habitações usadas recuaram 0,32% em termos mensais em junho, uma descida mais acentuada do que a de 0,26% registada em maio.
No segmento das habitações usadas, apenas nove das 70 cidades analisadas – entre as quais Xangai, Shenzhen, Cantão e Pequim, as quatro cidades chinesas classificadas como de “primeiro nível” – registaram aumentos de preços, enquanto 60 apresentaram descidas face ao mês anterior.
Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram várias medidas para travar a queda do mercado imobiliário, uma questão que preocupa Pequim pelas implicações para a estabilidade social, uma vez que a habitação continua a ser um dos principais veículos de investimento das famílias chinesas.
A crise do setor imobiliário é considerada um dos principais fatores por detrás da recente desaceleração da economia chinesa. Segundo alguns analistas, o setor representava, incluindo os efeitos indiretos, cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.