O Partido Comunista Português (PCP) instou o Governo a defender junto da União Europeia um alargamento do prazo de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), alertando para o ritmo insuficiente de concretização dos investimentos.
Numa análise à atual situação em termos de execução do PRR, o PCP considera que os números confirmam os alertas e preocupações que o partido manifestou desde o início. O partido liderado por Paulo Raimundo sublinha que, sem uma alteração dos prazos, muitos projetos podem não ser concluídos, comprometendo o aproveitamento integral dos fundos europeus.
A posição do PCP foi transmitida através de um comunicado, no qual o partido critica a gestão do PRR pelo atual executivo e aponta a necessidade de renegociar as metas e calendários com Bruxelas. Os comunistas defendem que o alargamento do prazo é essencial para garantir que os investimentos chegam efetivamente às empresas, famílias e serviços públicos.
Esta não é a primeira vez que o PCP levanta questões sobre a execução do PRR. O partido tem insistido na necessidade de uma maior transparência e controlo público sobre a aplicação dos fundos, bem como na priorização de setores como a saúde, educação e transportes públicos. O PRR é financiado pelo programa NextGenerationEU, que responde à crise provocada pela pandemia de COVID-19.