
O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, sublinhou, na convenção ‘Aqui é Fresco’, que decorre esta segunda-feira em Aveiro, a importância do pequeno comércio e do comércio de proximidade para a economia e coesão do país.
“O pequeno comércio é fundamental”, referiu durante a sua intervenção na convenção. Para Castro Almeida, o comércio de proximidade “não traz apenas negócio e PIB para o país”, já que “a presença nas aldeias e vilas de Portugal é fundamental para a coesão do nosso país”.
“O país precisa muito deste comércio. É preciso que tenham sucesso, porque o sucesso do comércio de proximidade é o sucesso de Portugal”, sublinhou, agradecendo o trabalho dos comerciantes.
O governante destacou que, “apesar de todas as dificuldades, o comércio a retalho continua a crescer acima da inflação”, e elogiou a resiliência do setor. “Quem venceu tantas adversidades, como venceram, também vai vencer as que estamos agora a enfrentar”, afirmou, referindo-se aos impactos do conflito no Médio Oriente.
Em Portugal, a inflação subiu para 3,3%, mas Castro Almeida notou que os “salários cresceram mais do que a inflação, e o que os comerciantes querem é que o seu cliente tenha poder de compra”. Ainda assim, defendeu especial atenção aos contribuintes com aumentos salariais menores.
Sobre a Inteligência Artificial (IA), o ministro considerou-a um “perigo” e uma “oportunidade”, e espera que o Governo apresente soluções para o setor tirar partido da tecnologia.