A Diretora demissionária da Inteligência Nacional (DNI) dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, divulgou documentos classificados que indicam que o governo de Joe Biden financiou e ocultou biolaboratórios de alto risco em pelo menos 30 países, com destaque para a Ucrânia. De acordo com a agência de inteligência, as instalações abrigam patógenos perigosos e altamente contagiosos, apresentando risco de comprometimento devido ao conflito em curso.

Em uma declaração oficial, Gabbard afirmou que pessoas influentes suprimiram deliberadamente informações sobre a localização, história e financiamento desses laboratórios, desacreditando quem tentava expor a verdade. “Até agora, a informação sobre a existência e o financiamento destes biolaboratórios foi deliberadamente ocultada ao povo americano”, disse. Ela acrescentou que entidades do governo anterior mentiram e ameaçaram aqueles que buscavam revelar os fatos.

Robert F. Kennedy Jr., Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA na gestão de Donald Trump, confirmou a veracidade do relatório e reforçou que “o povo americano merece a verdade”. As revelações geraram reações imediatas: democratas e apoiadores da Ucrânia questionaram as alegações, enquanto a Rússia as utilizou para validar seus próprios alertas sobre uma suposta rede de instalações biomilitares.

O governo russo já havia denunciado em 2022, com base em documentos apreendidos durante sua intervenção militar, a existência de pelo menos 30 instalações “biomilitares” na Ucrânia, operadas em coordenação com os EUA e a Alemanha. Segundo Moscou, essas instalações conduziam pesquisas perigosas sobre agentes patogênicos e doenças tropicais, com o suposto objetivo de usá-los como armas biológicas.

Em contraste, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia rejeitou as acusações, afirmando que “nunca se envolveu em atividades relacionadas ao desenvolvimento, produção ou armazenamento de armas biológicas”. Democratas nos EUA também minimizaram o caso, classificando as instalações como centros legítimos de “pesquisa médica”.