O presidente da Câmara Municipal da Amadora foi constituído arguido no âmbito da Operação Imergente, uma investigação que apura suspeitas de corrupção e prevaricação na contratação pública. O autarca socialista é suspeito de não ter respeitado as regras de contratação pública, o que configura o crime de prevaricação.
A Operação Imergente, desencadeada pelas autoridades, visa esclarecer irregularidades em concursos públicos e ajustes diretos realizados pela autarquia. O presidente da Câmara, que lidera o município desde 2013, terá, alegadamente, favorecido determinadas empresas em contratos de prestação de serviços e obras, desrespeitando os princípios da transparência e igualdade de tratamento.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes específicos sobre os contratos sob investigação, mas fontes próximas do processo indicam que a investigação se debruça sobre vários procedimentos de contratação pública realizados entre 2020 e 2023. O autarca já prestou declarações às autoridades e nega qualquer irregularidade, afirmando que sempre agiu dentro da lei.
A Operação Imergente envolve várias buscas a instalações da autarquia e a empresas supostamente envolvidas nos esquemas de contratação. O caso está a ser acompanhado de perto pela opinião pública, dada a dimensão do município da Amadora, um dos mais populosos da Área Metropolitana de Lisboa.