A cimeira do G7 em Évian-les-Bains foi dominada pelo anúncio do acordo nuclear com o Irão, mediado pelos Estados Unidos e assinado em Genebra. O presidente Donald Trump, antes alvo de críticas, foi saudado pelos líderes europeus, que se preparam para suspender sanções ao Irão. França, Alemanha, Reino Unido e Itália emitiram uma declaração conjunta considerando “vital” o sucesso das negociações.
Na agenda também estiveram a guerra na Ucrânia e a relação com a China. Os europeus tentaram coordenar uma posição comum sobre Pequim, mas Washington prefere negociar sozinho. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky participou na cimeira, buscando apoio para novas negociações de paz com a Rússia, incluindo um cessar-fogo com garantias de segurança.
O presidente francês Emmanuel Macron reuniu líderes de tecnologia, como Sam Altman (OpenAI) e Dario Amodei (Anthropic), para discutir inteligência artificial. A Europa, atrasada na investigação, foca-se em regulamentação, enquanto capital europeu financia fundos norte-americanos. A proteção de menores online e infraestruturas digitais também foram debatidas, mas a tributação de gigantes tecnológicos ficou de fora.