O Golfo Pérsico deverá regressar às exportações de petróleo aos níveis pré-guerra até ao final de julho, caso o acordo de paz entre os EUA e o Irão seja assinado e o estreito de Ormuz seja reaberto à navegação, prevê o Goldman Sachs.

Atualmente, 11 milhões de barris por dia saem do Golfo, com produtores a recorrer a pipelines e transporte rodoviário para contornar as restrições. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos devem aumentar rapidamente a produção, face à forte procura global.

Existem 118 petroleiros encurralados no estreito de Ormuz, prontos para partir em 10-15 dias, o que permitirá aumentar entregas sem produção adicional imediata. O acordo chega num momento crítico para os EUA, que registam os mais baixos inventários desde 1983.

Riscos incluem aversão ao risco de armadores e limpeza de minas no estreito. No pior cenário, com o estreito fechado, o petróleo pode atingir 130 dólares por barril até final de 2026. O Goldman Sachs reviu em baixa as previsões do Brent para 80 dólares em 2026 e 75 em 2027.

O Morgan Stanley é mais cauteloso, esperando 50% da produção em setembro e 80% em dezembro. Já o Qatar planeia recuperar 80% da sua produção de gás em dois meses, após meses de paragem devido a ataques iranianos às suas infraestruturas.