O mercado de fusões e aquisições português movimentou 2,2 mil milhões de euros até maio, com a conclusão da compra do Novobanco pelo Groupe BPCE a pesar nos números. Contudo, apesar do impacto deste peso-pesado da banca no mercado de transacional, tanto o capital mobilizado (-21%) agregado como o número de transações (-31%) nos cinco primeiros meses do ano ficaram abaixo dos valores homólogos, como mostra o mais recente relatório da TTR Data.
Entre janeiro e maio, foram registadas 181 transações – 158 (87%) completas –, menos 31,70% do que nos mesmo período de 2025. É de notas que apenas 52 (29%) revelaram o valor.
A grande parte corresponde a fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), que dominam o mercado com 1.033 milhões de euros. 70 foram concluídas, num total de 263 milhões de euros. No capital de risco (venture capital), 34 operações marcam os cinco primeiros meses do ano, num total de 351 milhões de euros, e no private equity foram feitas 29 transações, correspondentes a uma mobilização de 340 milhões, que caiu 52% em termos homólogos.
A Draycott, investidor líder em private equity em Portugal tanto em número como volume de transações, concretizou três investimentos até ao momento. É de recordar o desinvestimento feito na espanhola Helia Renovables, à qual a Galp comprou um portefólio eólico por 320 milhões de euros.
No M&A, o Real Estate e a Internet, Software & IT Services dominam e registaram 27 transações cada um, apesar de terem registado quebras de 40% e 23%, respetivamente, em relação ao mesmo período de 2025. O setor Business & Professional Support apresentou-se em 17 transações até maio, registando um crescimento expressivo de 89% em termos homólogos.
No capítulo das transações transfronteiriças, Espanha responde por 15 das 54 transações efetuadas em Portugal, tendo investido 100,35 milhões de euros nos primeiros cinco meses do ano. Para o total de 388,24 milhões investidos em empresas portuguesas contribuem o Reino Unido, com 10 transações, os EUA, com oito, França, com sete, entre outros.
Em sentido contrário, registaram-se 47 transações de empresas portuguesas em mercados externos (1.583,01 milhões de euros), com as novas tecnologias a deixarem clara a dinâmica do setor. Por país, 19 foram concretizadas no mercado espanhol, num total de 431,85 milhões de euros, seis no Reino Unido (20,07 milhões). No Brasil, apesar de o número de transações ser menos, o valor agregado ascende a 705,56 milhões.
Na assessoria financeira, a PwC Portugal lidera em volume de transações, com 70 milhões, enquanto a EY Portugal está no topo em número (sete transações), considerando apenas as big four. Quanto à assessoria jurídica, a Morais Leitão está à frente do ranking em volume de transações (698,66 milhões de euros), seguida da VdA e da PLMJ. A Cuatrecasas Portugal, por outro lado, lidera em número, com 10.