O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou hoje a criação de um fundo soberano de Portugal para o Estado poder intervir “em setores estratégicos” e uma reforma da justiça administrativa e fiscal, durante o discurso de encerramento do 43.º Congresso do PSD em Anadia, Aveiro.
Estas medidas integram um pacote de oito áreas prioritárias que o Governo irá implementar em breve. Montenegro destacou também a execução do fundo de catástrofes, um novo regime jurídico para o arrendamento e a criação de incentivos ao desempenho na função pública.
No seu discurso, o líder social-democrata traçou uma linha de demarcação política, opondo a “vontade transformadora” do seu Executivo à oposição que, segundo ele, está agarrada ao passado ou a conveniências de momento. Montenegro afirmou que o PSD escolheu “a responsabilidade da transformação”, rejeitando o imobilismo e o cálculo cínico.
O primeiro-ministro também acentuou a sua vontade de manter uma “colaboração estratégica e construtiva” com o Presidente da República, António José Seguro, e demarcou-se tanto do PS como do Chega, criticando forças políticas que “parecem preferir quase sempre a conveniência do momento à responsabilidade do longo prazo”.