Há cada vez mais alunos inscritos no sistema de Ensino Superior cuja nacionalidade não é portuguesa e a maioria dos estrangeiros a estudar no país não o fez apenas no âmbito de programas de cooperação, como o Erasmus, ou em mobilidade autónoma.
Dados do Infocursos, portal da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgados esta segunda-feira, 29, pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação mostram um crescimento assinalável do número de alunos excluindo os inscritos em situação de mobilidade internacional de crédito – incoming.
De assinalar que nos CTeSP, licenciaturas e mestrados integrados, o crescimento é contínuo. A exceção é os mestrados de 2. ciclo, em que o número cresce até 2019/20 e depois desacelera, voltando a crescer a partir de 2022/23, mas sem atingir o pico de 22,3%, do ano pré-pandémico.
Entre os anos letivos de 2015/16 e 2024/25, nos mestrados de 2. ciclo, o número passou de 13,7% para 20,4% e nos mestrados integrados subiu de 3,5% para 15,6%. Nas licenciaturas, o número passou de 4,3% para 9% e nos CTeSP cresceu de 4,9% para 18,7%.
No período em apreço, a percentagem de alunos que conseguiram entrar no curso de licenciatura que desejavam, que escolheram como primeira opção passou de 40,2% para 44,3%. Embora 44,3%, do último ano letivo seja o número mais alto atingido até agora, não se pode falar numa evolução contínua. Em 2018/19, por exemplo, 43,5% foram colocados em primeira opção e em 2021/22 apenas 38,0%, no que foi a percentagem mais baixa em toda a década.
Há também cada vez menos alunos a decidir mudar de curso. Na última década, houve uma diminuição gradual da percentagem de alunos do ensino público que pediu transferência, de 6,4% no ano letivo 2015/2016 para 4,8% em 2024/2025. A tendência foi quebrada apenas no ano letivo 2020/2021, quando houve um ligeiro aumento.
No Infocursos fica-se a saber quantos alunos estiveram inscritos nos últimos cinco anos curso a curso, a idade dos estudantes, a situação em que se encontravam após terem iniciado o curso, as taxas de conclusão dos cursos ou os recém-diplomados inscritos no instituto de desemprego, entre outros dados.
As candidaturas para a 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior para o próximo ano letivo decorrem entre 20 de julho e 06 de agosto.