As bolsas asiáticas são o maior destaque do fecho do primeiro semestre nos mercados de capital. O índice sul-coreano subiu em seis meses 96,6% e o Nikkei (Japão) avançou 35,1% no mesmo período temporal. Entre os principais índices bolsistas europeus, a bolsa portuguesa (PSI) tem o terceiro melhor registo, ficando atrás de Países Baixos e Espanha.
O PSI (Portugal) fechou o primeiro semestre com uma valorização de 8,7%, ficando somente atrás, entre as principais bolsas europeias, dos 11,6% do AEX (Países Baixos) e dos 11,2% do IBEX 35 (Espanha).
Ainda nas bolsas europeias, o DAX (Alemanha) fechou o semestre a subir 1,7%, enquanto que o CAC 40 (França) valorizou 2,5%, e o FTSE 100 (Reino Unido) avançou 5,4%. O FTSE MIB (Itália) valorizou 3,2% e o SMI (Suíça) subiu 7,2%.
Mas o grande destaque do primeiro semestre nos mercados vai para a Ásia. O Kospi (Coreia do Sul) subiu 96,6% e o Nikkei (Japão) avançou 35,1%, e o SSEC (índice chinês de Xangai) subia 1,7%.
No caso do Kospi, é o “melhor desempenho desde 1998”, sublinhou a BA&N.
No caso do índice japonês, é “o maior ganho trimestral de sempre”, assinalou a BA&N. “O índice nipónico beneficia também com a debilidade da moeda do país. O iene atingiu mínimos de mais de 40 anos, rompendo a fasquia dos 162 ienes por dólar”, acrescentou.
Entre os índices norte-americanos, o desempenho equivale-se aos registos que os melhores índices europeus alcançaram no primeiro semestre. A maior valorização vai para o Nasdaq, que ao fecho dos mercados europeus acumulava um ganho de 19,5% no fecho do semestre, seguindo-se o S&P 500, que subia 9%, e o Dow Jones, que valorizava 8%.
Um dos motivos para a subida dos índices norte-americanos reside no desempenho do setor dos chips. “O SOX deu um salto de 3,8% [na segunda-feira], depois de na semana passada ter sofrido a queda mais forte desde abril do passado. O índice que agrupa as companhias de chips valoriza mais de 90% em 2026, sendo o grande responsável pela valorização de 20% do S&P 500 desde os mínimos do final de março, o que representa o melhor trimestre em seis anos”, salienta a BA&N.