O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, afirmou esta segunda-feira que o pacote laboral em discussão não tem como objetivo permitir que os empresários “comprarem carros e irem de férias mais longe”. A declaração foi feita durante as jornadas parlamentares do PSD e CDS, onde Monteiro pediu um “sobressalto da nação produtiva”.

O líder da CIP criticou ainda que o debate sobre o pacote laboral tenha sido influenciado por “questões político-partidárias”, defendendo que as reformas devem focar-se na competitividade e na criação de emprego. Para Monteiro, é essencial que as alterações laborais promovam a produtividade e a modernização das empresas portuguesas.

“Precisamos de um choque de confiança e de um ambiente que incentive o investimento”, afirmou, sublinhando que o objetivo do pacote é “simplificar e flexibilizar” as relações de trabalho, sem prejudicar os direitos dos trabalhadores.

As jornadas parlamentares, que reúnem os deputados do PSD e do CDS, têm como foco principal a discussão de propostas para relançar a economia nacional, com o pacote laboral a ser um dos temas centrais. Armindo Monteiro apelou ao consenso político para que as medidas possam avançar rapidamente, alertando para o risco de “perder o comboio” da competitividade europeia.