O presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Óscar Gaspar, respondeu às críticas da ministra da Saúde, Ana Jorge, garantindo que o crescimento do setor privado não se deve a uma suposta falta de atratividade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“É um mito urbano que haja algum tipo de fuga do público ao privado. Os números do SNS são muito claros. Neste momento, o SNS tem quase 160 mil ativos”, afirmou Óscar Gaspar à Renascença.
O responsável sublinhou que o aumento da procura pelos serviços privados resulta, sobretudo, de uma maior capacidade de resposta e da comodidade oferecida aos utentes, e não de uma desvalorização do SNS.
“O setor privado cresce porque as pessoas valorizam a rapidez, a escolha do médico e a facilidade de agendamento. Não porque o SNS seja menos atrativo. Pelo contrário, o SNS continua a ser a espinha dorsal do sistema de saúde português”, acrescentou.
Ana Jorge havia criticado anteriormente o setor privado, sugerindo que este se beneficiava de dificuldades do SNS. Em resposta, a APHP defendeu uma complementaridade entre os dois setores, com o privado a aliviar a pressão sobre o público em períodos de maior procura.
O debate surgiu num momento em que o Governo discute novas parcerias público-privadas na saúde, com o objetivo de reduzir as listas de espera e melhorar a eficiência do sistema.