O verão começou com nova pressão sobre a prestação da casa para uma parte das famílias com crédito a taxa variável. No arranque de julho, a EURIBOR a três e a seis meses subiu, enquanto a EURIBOR a 12 meses se manteve estável, em torno de 2,798%.

Na prática, para um crédito de referência, a prestação indexada à EURIBOR a seis meses subiu poucos euros face a junho, e o mesmo aconteceu com a indexada a três meses. São variações moderadas, mas que se acumulam e que voltam a colocar o tema das taxas no centro das preocupações domésticas.

O movimento está associado à evolução da confiança dos mercados perante a instabilidade geopolítica internacional, que nos últimos meses tem alimentado avanços e recuos nas taxas. Como cerca de metade dos empréstimos à habitação em Portugal está contratada a taxa variável, estas oscilações chegam de forma direta a muitas carteiras familiares.

Para quem tem o crédito indexado, a subida reforça a importância de conhecer a própria margem e de avaliar alternativas. Rever o spread contratado, comparar propostas e, se compensar, transferir o crédito para outro banco são as formas mais diretas de compensar uma revisão em alta da EURIBOR.

Os dados do ComparaJá mostram, aliás, que é isso que muitas famílias já estão a fazer, com as transferências de crédito a ganhar peso na procura. Num mercado em que a taxa mexe todos os meses, a prestação deixou de ser um valor fixo na cabeça das pessoas para passar a ser um número que se vigia.