A saída da Ryanair do mercado açoriano, oficializada a 29 de março, criou uma oportunidade para a SATA. O responsável pelos mercados internacionais da companhia aérea, João Ferreira, afirmou que a empresa absorveu a maior parte da oferta de voos deixada vaga pela companhia irlandesa, especialmente para a época de inverno.

Dados da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) estimam que a saída da Ryanair pode ter um impacto económico total entre 143,9 e 165,8 milhões de euros, considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos. A companhia irlandesa transportava anualmente entre 102.886 e 118.561 turistas para o arquipélago, o que poderia resultar numa perda anual entre 339 mil e 391 mil dormidas.

A Ryanair justificou a sua saída dos Açores devido às “elevadas taxas aeroportuárias” e à “inação” do Governo português, que aumentou as taxas de navegação aérea em 120% após a Covid-19 e introduziu uma taxa de viagem de dois euros.

Além disso, a SATA apresentou a ligação aérea entre a Terceira e a Madeira, que registou uma ocupação de 80%. Durante a época de verão, a SATA opera dois voos semanais entre as regiões (terças e sextas-feiras), enquanto no inverno realiza um voo semanal (sexta-feira). O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, Marcos Couto, destacou a importância desta rota para aproximar os Açores e a Madeira, regiões com fortes laços culturais e económicos.