Em 2025, os grandes contribuintes em Portugal pagaram cerca de 28.000 milhões de euros em impostos, representando 42% da receita fiscal total do ano, de acordo com um relatório do Governo sobre o combate à fraude e evasão fiscais.
A Unidade dos Grandes Contribuintes (UGC) da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) acompanhou 5.704 entidades, incluindo 4.008 contribuintes coletivos e 1.696 singulares. Empresas como bancos, seguradoras, energéticas e grupos como EDP e Sonae estão na lista.
Os critérios de inclusão foram alargados ao longo dos anos: em 2012 eram 868 entidades, subindo para 3.367 em 2023, 4.818 em 2024 e 5.704 em 2025.
Os singulares são acompanhados se tiverem rendimentos anuais superiores a 750 mil euros, património mobiliário e imobiliário acima de 5 milhões de euros, manifestações de fortuna ou relação direta com empresas do grupo.
Em 2025, a UGC concluiu 201 inspeções, detetando 642 milhões de euros em correções de impostos “potencialmente em falta” e mais 35 milhões em regularizações voluntárias. As principais correções incidiram sobre IVA, IRC e IMI, seguidas de IRS e Imposto do Selo.