Durante um encontro com militantes do PSD em Setúbal, o primeiro-ministro Luís Montenegro reagiu com firmeza às críticas e resistências de professores em relação ao processo de digitalização dos exames nacionais. Montenegro afirmou que alguns docentes estão a “perturbar o processo” e não descartou que possam existir “responsabilidades políticas” a apurar no futuro.
“Há quem queira travar a modernização, mas não vamos ceder. A digitalização da máquina do Estado é para continuar e prometo manter uma guerra contra a burocracia. Um objetivo pelo qual cheguei a dizer, e aqui recordo, eu coloco a minha cabeça no cepo”, declarou Montenegro, num discurso direcionado à plateia de apoiantes.
O governante sublinhou que o novo modelo digital de exames visa aumentar a transparência e reduzir custos, mas reconheceu que a implementação enfrenta obstáculos. “Não podemos permitir que minorias comprometam o interesse nacional. Se houver responsabilidades políticas, serão assumidas”, acrescentou.
A declaração surge num contexto de tensão entre o Ministério da Educação e sindicatos de professores, que contestam a falta de formação e os problemas técnicos já registados nas plataformas. Montenegro deixou claro que o executivo não recuará e que eventuais falhas serão analisadas com rigor.