Durante a quarta edição da conferência Doing Business Angola, em Lisboa, Sebastião Gaspar Martins, Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, revelou que a Galp prepara um novo ciclo de investimento em Angola em parceria com a Sonangol nas áreas de exploração e produção. O administrador destacou que a decisão reflete a confiança nas oportunidades que Angola continua a oferecer.

“Ainda recentemente tivemos a visita de uma delegação da Galp que, depois de ter saído, voltou e quer investir connosco nas áreas de exploração e produção”, declarou. Ele recordou a relação histórica entre as duas empresas através da Sonangalp, joint venture na distribuição de combustíveis, sublinhando que a parceria continua estratégica: “Com a Galp é uma empresa que é praticamente irmã”, resumiu.

Além da Galp, Martins destacou a parceria com a Mota-Engil para reativar um estaleiro naval destinado à construção de embarcações para a indústria petrolífera. Sobre o futuro do setor energético angolano, apontou o reforço da capacidade nacional de refinação como prioridade, defendendo a redução da dependência de importações e a criação de valor no país.

O PCA fez ainda um balanço do processo de transformação da Sonangol, que em 2026 assinala 50 anos, considerando que a empresa se tornou mais eficiente e orientada para resultados. A empresa concentrou-se em cinco unidades de negócio e uma para negócios não core, abrangendo toda a cadeia de valor, desde a produção à distribuição, refinação, gás, trading e shipping. “O que a Sonangol fez não foi mais do que seguir a orientação para um novo modelo de governação”, explicou.

Questionado sobre a entrada em bolsa, Martins confirmou o objetivo de alienar até 30% do capital, mas recusou avançar um calendário, garantindo que não acontecerá este ano. “Queremos alienar até 30% em bolsa. Será feito no momento certo”, disse, mostrando-se convicto de que a operação representará uma oportunidade para os investidores.