A consultora CBRE assessorou em exclusivo a Blackstone na venda de um portefólio de oito ativos logísticos na região de Lisboa, numa transação avaliada em cerca de 90 milhões de euros.

Em comunicado, a CBRE indica que o portefólio totaliza cerca de 96.000 metros quadrados (m²) de área bruta locável e aproximadamente 208.000 m² de terreno, destinados a atividades de armazenamento e distribuição, incluindo operações de última milha.

Os ativos, localizados maioritariamente nos principais corredores logísticos de Lisboa, beneficiam de acessos consolidados e de proximidade às principais vias rodoviárias da Área Metropolitana de Lisboa.

De acordo com a consultora, a operação representa a entrada de um novo investidor internacional de relevo no mercado nacional, cuja identidade não foi revelada, e afirma-se como uma transação de referência no setor em Portugal em 2026, com relevância no mercado ibérico.

A transação, refere a CBRE, evidencia “a solidez dos fundamentos do setor logístico em Portugal, nomeadamente uma reduzida taxa de desocupação, a escassez de ativos de qualidade institucional e a pressão contínua sobre o crescimento das rendas prime”.

Num mercado ainda marcado pela escassez de ativos com dimensão e qualidade institucional, a consultora considera que a operação confirma “a maturidade progressiva do setor no país, bem como a sua integração nas estratégias pan-europeias de alocação de capital”.

Citado no comunicado, o diretor de Industrial & Logistics Capital Markets da CBRE Portugal, João Duarte Silva, afirma ter “muito orgulho em ter participado nesta transação de referência num processo complexo, em que gerimos desde a preparação dos ativos até à conclusão da transação”.

“Mais do que a dimensão financeira da própria operação, esta aquisição evidencia a crescente relevância de Portugal nas estratégias pan-europeias de alocação de capital”, acrescenta.

Por sua vez, o responsável pela área de Industrial & Logistics da CBRE Portugal, Nuno Torcato, sublinha que o mercado logístico português “continua a beneficiar de uma forte procura por parte dos ocupantes, da reduzida disponibilidade de espaços modernos de armazenamento e da escassez persistente de ativos de qualidade institucional”.