A nova via de ligação entre a A8 e a Área Empresarial das Palhagueiras, em Torres Vedras, foi inaugurada no passado dia 10 de julho, num investimento superior a 20,7 milhões de euros, parcialmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Com uma extensão de 6,1 quilómetros, a infraestrutura liga uma rotunda na zona de Paio Correia, no entroncamento entre a EN 8-2 e a respetiva variante, a outra rotunda junto às instalações da empresa Campoeste, integrando ainda mais três rotundas ao longo do percurso e duas faixas de rodagem em cada sentido.
A obra, executada pela Construções Pragosa contou com um financiamento de 11,6 milhões de euros do PRR e representa um dos maiores investimentos realizados pelo Município de Torres Vedras.
Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara Municipal, Sérgio Galvão, destacou que a nova via “melhora a acessibilidade, reforça a segurança rodoviária, cria melhores condições para a atividade económica e prepara o concelho para continuar a crescer de forma sustentável”.
O autarca sublinhou ainda o potencial de expansão da Área Empresarial das Palhagueiras, em particular na agroindústria, considerando que a nova ligação permitirá reduzir tempos de percurso, retirar tráfego pesado do interior das localidades e criar condições para atrair novas empresas.
Também presente na cerimónia, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, referiu que o PRR financiou “pouquíssimas estradas”, tendo privilegiado ligações a áreas empresariais que reforcem a competitividade. “A estrada vale enquanto elemento de valorização da área empresarial, que é um suporte decisivo da economia desta região”, afirmou, acrescentando que Torres Vedras tem “um peso muito relevante” nas exportações nacionais.
O município prevê ainda o prolongamento da via até Santa Cruz, através da construção de um novo troço com cerca de quatro quilómetros, num investimento estimado entre 12 e 15 milhões de euros. Segundo Sérgio Galvão, a futura ligação deverá reduzir tempos de percurso, aumentar a segurança rodoviária e funcionar como alternativa à EN247 e à EM562.
O projeto inclui igualmente a criação de uma bolsa de estacionamento e de um terminal intermodal na zona de Santa Cruz, junto ao posto da GNR, com o objetivo de facilitar a articulação entre diferentes modos de transporte e melhorar as ligações a Lisboa.