O novo porta-voz e vice-presidente do PSD, Sebastião Bugalho, sugeriu que é difícil implementar uma agenda reformista num setor como o da educação e mesmo não querendo utilizar o termo “sabotagem”, destacou que é mais difícil que seja o PSD a executá-la.
Sobre o tema dos exames nacionais e em entrevista ao podcast “Política com Assinatura” da Antena 1, Sebastião Bugalho defendeu que “no dia em que o professor Fernando Alexandre deixasse de ser ministro da educação, seria um mau dia não só para este Governo como para o país”.
O ainda eurodeputado da área social-democrata defendeu que a transição na correção dos exames nacionais foi “gradual e conservadora” e referiu ainda: “Não vou usar a palavra sabotagem, mas é muito diferente ter uma agenda reformista quando se está no poder há dois anos depois de o partido adversário ter estado no Estado durante nove”.
Perante essas declarações, Sebastião Bugalho foi questionado se o Governo sentiu, no processo que envolve os exames nacionais, grãos na engrenagem ou cascas de banana.
O vice-presidente do PSD optou por não responder. No entanto diz que “é sempre difícil fazer transições quando estamos há nove anos fora do Governo porque quer dizer que houve muita gente que entrou para o Estado que não é do nosso partido”.
“As coisas funcionam de forma mais devagar. É mais difícil acertar à primeira. Há mais coisas a remendar e neste processo isto foi muito evidente”, conclui.