A economia de Espanha registou um crescimento homólogo de 2,7% no segundo trimestre do ano, superando as expectativas de vários organismos internacionais. O Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol divulgou esta quarta-feira os dados, que mostram uma aceleração homóloga estável face ao trimestre anterior e um aumento de 0,7% em cadeia.
A procura interna foi o principal motor, contribuindo com 3,3 pontos percentuais para o crescimento homólogo, impulsionada pelo consumo privado e pelo investimento. Em contrapartida, a procura externa teve um contributo negativo de 0,6 pontos, refletindo um saldo comercial menos favorável.
O Governo espanhol, que atualizou as suas previsões em junho, espera agora que o PIB cresça 2,6% em 2026, uma revisão em alta de quatro décimas. Para 2027, a projeção é de 2,2%, mantendo-se o crescimento acima de 2% até 2029.
Estes números colocam Espanha como uma das economias com maior dinamismo na zona euro, contrastando com as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), da OCDE e do Banco de Espanha, que apontam para crescimentos entre 2,1% e 2,3% este ano.
O desempenho do segundo trimestre consolida a recuperação económica espanhola, que em 2025 já havia crescido 2,8%. Em comparação, a zona euro cresceu 1,5% e o conjunto da União Europeia 1,6% no mesmo período.