O estudo ‘Desbloquear o Crescimento de Portugal’, elaborado por James A. Robinson, Prémio Nobel da Economia 2024, e Nuno Palma, defende que a prioridade para revitalizar a economia portuguesa é o Estado cumprir os seus prazos. A conclusão é de que, ao não cumprir prazos, o Estado gera atrasos na justiça, falta de concorrência e baixos salários.

O diagnóstico, apresentado pela CIP e IDL, foca-se na criação de um indicador público de cumprimento de prazos na justiça, com reporte semanal ao Presidente da República e ao público. A proposta visa garantir que 90% dos processos judiciais tenham decisão em 90 dias.

Para Armindo Monteiro, presidente da CIP, é fundamental que o país encontre um caminho para aumentar a produtividade e os salários médios. O estudo alerta que, embora o investimento em infraestruturas como ferrovia e aeroporto seja necessário, ele deve ser consequência das reformas, e não o ponto de partida.