A Nissan registou um lucro líquido de 3.761 milhões de ienes (cerca de 21 milhões de euros) entre abril e junho, primeiros três meses do exercício fiscal de 2026, invertendo o prejuízo do período homólogo.
Este é o primeiro resultado positivo em oito trimestres, num período em que a empresa japonesa está a implementar um plano de reestruturação que já levou ao encerramento de fábricas.
No mesmo período do ano anterior, a Nissan tinha registado prejuízos de 115.800 milhões de ienes (aproximadamente 641 milhões de euros).
O lucro operacional atingiu os 77.889 milhões de ienes (cerca de 431 milhões de euros), em contraste com o prejuízo operacional de quase 80.000 milhões de ienes (440 milhões de euros) no ano anterior.
Em comunicado, a Nissan atribui a recuperação ao plano Re:Nissan, que gerou poupanças adicionais de 60.000 milhões de ienes (332 milhões de euros) no trimestre, beneficiando da redução de custos, da desvalorização do iene e de uma gestão mais disciplinada.
As vendas globais atingiram 701.000 veículos, uma ligeira quebra de 0,9% face ao ano anterior, mas o volume de negócios subiu 9,5%, para 2,96 biliões de ienes (16.404 milhões de euros).
Na América do Norte, o principal mercado, as matrículas cresceram 4,2%, com um aumento de 9,6% nos EUA, onde a marca registou 16 meses consecutivos de crescimento homólogo nas vendas a retalho.
No Japão e na China, as vendas aumentaram 1,3% e 7,2%, respetivamente, mas na Europa houve uma quebra de 14,6%.
A Nissan mantém as previsões para o exercício completo até março de 2027, apontando para um lucro líquido de 20.000 milhões de ienes (111 milhões de euros) e um resultado operacional de 200.000 milhões de ienes (1.107 milhões de euros).