O partido Chega endereçou um pedido de esclarecimento à ministra da Administração Interna, que tutela a Polícia Judiciária (PJ), para saber quantas ordens de destruição de produtos químicos ou outras substâncias perigosas apreendidas pela PJ ficaram por executar. A questão surge na sequência de notícias sobre a permanência de materiais perigosos em instalações policiais, levantando preocupações sobre a segurança pública e o cumprimento das determinações legais.

Em comunicado, o partido liderado por André Ventura argumenta que a não destruição destas substâncias representa um risco acrescido para a população e para os agentes envolvidos. O Chega questiona ainda se houve negligência ou falta de capacidade operacional para proceder à eliminação dos materiais, e exige que sejam tomadas medidas imediatas para regularizar a situação.

A PJ, contactada pela Renascença, remeteu esclarecimentos para o Ministério da Administração Interna, que até ao momento não respondeu ao pedido do partido. Entretanto, fontes ligadas ao processo adiantaram que alguns dos químicos estão armazenados há mais de dois anos, aguardando decisão judicial para destruição.

A questão já mereceu reações da oposição, que pede transparência sobre o assunto. O Chega promete levar o tema ao parlamento, caso não obtenha resposta satisfatória por parte do governo.