O partido Livre pediu esta terça-feira que o responsável pela alegada invasão do gabinete de André Ventura, líder do Chega, seja afastado do Parlamento, caso se confirme que tem ligações a forças políticas. Rui Tavares, porta-voz do partido, defende que deve haver consequências políticas para além da investigação judicial em curso, sublinhando a necessidade de preservar a credibilidade das instituições.
Numa declaração aos jornalistas, Rui Tavares afirmou que é inaceitável que qualquer pessoa com vínculos a partidos políticos possa violar a segurança do hemiciclo e dos gabinetes parlamentares. O Livre vai ainda pedir esclarecimentos formais à Mesa da Assembleia da República sobre as regras de segurança em vigor, questionando se os procedimentos atuais são suficientes para prevenir situações semelhantes no futuro.
A alegada invasão ocorreu na semana passada, quando um indivíduo terá entrado no gabinete de André Ventura sem autorização. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária, mas o Livre entende que a questão não se esgota no âmbito judicial. ‘As instituições precisam de dar uma resposta clara e rápida à opinião pública’, sublinhou o porta-voz, reforçando que a transparência é fundamental para a confiança na democracia.
O partido espera agora uma resposta oficial sobre as medidas a adotar, defendendo que, se for comprovado qualquer envolvimento político, o responsável deve ser imediatamente afastado, independentemente do resultado do processo judicial.