A sessão de quarta-feira foi uma autêntica montanha-russa para o petróleo, que iniciou as negociações a perder, para mais tarde voltar aos ganhos, após um ataque do grupo rebelde Houthis no Mar Vermelho.

Horas após o ataque o preço do barril voltou a descer, mas ao final da tarde o Brent regista ligeiros ganhos, mas negociava abaixo dos 80 dólares.

Para além de ter sido afetado pelo ataque, o preço do barril também foi afetado pelas mais recentes negociações entre Omã e Irão, com os dois países a chegarem a acordo sobre as coordenadas da rota no Estreito de Ormuz.

Apesar deste acordo, um porta-voz do ministério dos Negócios estrangeiros do Irão afirmou que só por si este acordo não garante a segurança nesta via marítima.

Já o ouro atingiu o valor mais elevado dos últimos 30 dias. “Os investidores mantêm-se otimistas quanto à possibilidade de os Estados Unidos e o Irão alcançarem um acordo de paz que permita a reabertura do Estreito de Ormuz. Este otimismo, refletido na descida dos preços do petróleo, levou também os mercados a reduzirem as expectativas de que a Reserva Federal norte-americana venha a subir as taxas de juro antes do final do ano”, afirma Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe.

“Como resultado, o dólar norte-americano desvalorizou face às outras principais moedas, beneficiando o ouro devido à relação inversa entre os dois ativos. Neste contexto, os investidores continuarão a acompanhar os desenvolvimentos no Golfo Pérsico, ao mesmo tempo que centram a sua atenção nos dados do mercado de trabalho norte-americano desta semana, culminando com a divulgação, na sexta-feira, do muito aguardado relatório de emprego (Non-Farm Payrolls). Indicadores que confirmem a resiliência da economia dos Estados Unidos reforçarão os argumentos a favor de uma política monetária mais restritiva, sustentando o dólar e pressionando, muito provavelmente, os preços do ouro”, aponta.

“Por outro lado, dados inferiores ao esperado reduzirão as expectativas de novas subidas das taxas de juro, podendo desencadear uma nova desvalorização do dólar e oferecer um apoio adicional ao metal precioso”, sublinha.