O Banco Central do Brasil anunciou, nesta quarta-feira, a redução da taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. Esta é a quarta queda consecutiva promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Em comunicado oficial, o Copom justificou a decisão como compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante, sem prejuízo do objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços. A medida também visa suavizar flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, e os efeitos de alterações na taxa levam de três a 12 meses para se refletirem na economia real.
Com o novo corte, a Selic atinge o patamar mais baixo desde março do ano passado, mas a taxa real brasileira ainda está entre as mais altas do mundo.
Para a próxima reunião do Copom, em setembro, o Banco Central não antecipou seus planos, afirmando que acompanhará a evolução dos dados. O comitê reforçou que continua vigilante quanto à desancoragem das expectativas de inflação e que a magnitude total do ciclo de calibração será definida à luz de novas informações.
O comunicado também destacou o significativo aumento de incerteza no cenário econômico, demandando serenidade e cautela na condução da política monetária, especialmente diante dos desdobramentos da política fiscal doméstica e seus impactos sobre a política monetária e os ativos financeiros.