O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou esta quinta-feira, 6 de agosto, que está “absolutamente tranquilo” no que toca à auditoria que o Ministério da Justiça pediu à Polícia Judiciária (PJ).
Em Leiria, o ministro referiu que está tranquilo e “desejoso, se necessário for, de colaborar e contribuir com o meu conhecimento para essas questões”. Luís Neves declarou ainda que “ainda bem que todas essas auditorias se façam, para que no final a verdade de tudo venha ao de cima”.
O Ministério da Justiça pediu uma “avaliação interna” à PJ, que vai servir para “enquadrar as questões que têm vindo a ser divulgadas relativamente ao funcionamento interno da PJ” e aos “processos de avaliação eventualmente instaurados pela Direção de Serviços de Disciplina e Inspeção”.
Sobre ser julgado pelo Tribunal de Contas (TC), o ministro esclareceu que foi o próprio que pediu a intervenção do TC. “A PJ foi inspecionada inúmeras vezes nos últimos anos, saímos bem, globalmente delas”, referiu, sublinhando que o TC apontou dois factos com relevância. Contudo, a um desses factos, “o TC entendeu que o contraditório que a PJ apresentou era suficiente e deu o assunto como encerrado”, explicou. “O processo foi visto pelo Ministério Público (MP) e entendeu que num caso concreto deveria aplicar uma sanção mínima, a mim, a diretora financeira e ao diretor financeiro desta área”, indicou.
Luís Neves referiu que vai contestar esta decisão, porque entende “que este facto foi para salvar uma operação policial de grande importância”. O governante avançou que em causa estão viagens, mas que a “forma como essas viagens foram adquiridas pouparam dinheiro ao Estado”.
Para Luís Neves o principal da questão passa pela empresa que foi contratada não ter “apresentado a fatura, apesar de ter sido paga”.
Enquanto na “primeira instância o TC conclui que não havia qualquer penalidade”, o MP não teve a mesma opinião. O ministro entende que “o facto deve ser conduzido à primeira análise” e portanto vai contestar a decisão. “Eu não vou ser julgado, sou eu próprio que faço a necessidade de fazer intervir o TC”, afirmou.