O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) arquivou hoje as queixas apresentadas pelo Sporting e FC Porto, devido às entradas de Gonçalo Inácio e Gabri Veiga, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal.

No dia seguinte ao empate na visita aos ‘dragões’ (0-0), que permitiu aos ‘leões’ qualificarem-se pela 32.ª vez, e terceira seguida, para a final da prova ‘rainha’, o clube lisboeta submeteu a queixa junto do CD, com o veredicto a ser conhecido hoje.

De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, o videoárbitro (VAR) e o assistente de VAR (AVAR) referem que, depois de revistas as imagens, continuam a considerar acertada a decisão, já que “não se trata de um erro claro e óbvio”, pelo que “não há lugar a intervenção do VAR”.

Em causa estava um lance entre Gabri Veiga e Hjulmand aos 14 minutos do clássico, no qual o médio espanhol pisou o tornozelo direito do homólogo dinamarquês, sem que tenha sido assinalada falta pela equipa de arbitragem liderada por Miguel Nogueira, da associação de Lisboa.

O capitão ‘verde e branco’ continuou em campo, mas seria substituído por Daniel Bragança no início da segunda parte, aos 50 minutos, e foi submetido a exames médicos no fim do encontro, tendo falhado todos os jogos do bicampeão nacional desde então.

Também o FC Porto viu arquivada uma participação disciplinar por uma entrada de Gonçalo Inácio, do Sporting, sobre William Gomes, nos minutos iniciais do mesmo jogo.

O central internacional português acertou no extremo brasileiro, sem que tenha sido assinalada falta pela equipa de arbitragem, que, à semelhança do lance entre Veiga e Hjulmand, entendeu que não se tratar “de um erro claro e óbvio”, logo sem “lugar a intervenção”.