O mercado de arrendamento em Portugal enfrenta um cenário de desequilíbrio cada vez mais acentuado, com a procura a superar largamente a oferta. Segundo dados do idealista referentes ao segundo trimestre, 7% das casas disponíveis para arrendamento desaparecem do mercado em menos de 24 horas, um valor que reflete a pressão crescente sobre o setor.
Este número, embora significativo, representa uma descida face aos 11% registados no trimestre anterior, o que pode indicar uma ligeira estabilização, mas não resolve o problema de fundo: a escassez de oferta.
O distrito de Évora destaca-se como a zona do país onde o arrendamento é mais rápido, com 43% das casas a saírem do mercado em menos de um dia. Seguem-se Leiria (17%), Santarém (16%), e Castelo Branco e Faro, ambos com 13%. Nos principais centros urbanos, Braga e Setúbal registam 11%, Lisboa 5% e Porto 7%.
Entre as capitais de distrito e ilhas analisadas, Évora lidera com 50% dos arrendamentos concluídos em menos de 24 horas, seguida de Faro (25%), Santarém (20%), Vila Real (17%) e Leiria (14%). Setúbal apresenta uma taxa de 8%.
No extremo oposto, os distritos de Beja, Bragança, Guarda, Ponta Delgada e Portalegre não registaram qualquer arrendamento relâmpago no período em análise. As taxas mais baixas verificaram-se em Viana do Castelo (3%), Coimbra (4%) e Lisboa (4%).
Estes dados sublinham a urgência de políticas que aumentem a oferta de habitação para arrendamento, especialmente nas zonas de maior pressão, como Évora e Faro, onde a rapidez com que as casas são arrendadas evidencia a dificuldade de acesso à habitação.