O Banco de Portugal emitiu um alerta ao mercado informando que a Go Bravo Portugal Unipessoal, Lda. não está habilitada a prestar serviços de pagamento, o que levanta sérias questões sobre a legalidade das suas operações de renegociação de créditos.

Clientes da empresa acusam a Go Bravo de burla, relatando que o dinheiro entregue para pagamento de dívidas ficou retido durante meses e que alguns credores nunca foram contactados. Em alguns casos, famílias que buscavam ajuda para evitar o endividamento acabaram tendo seus salários penhorados.

A empresa, que tinha como CEO em Portugal Carlos Alvarez Cano, anunciou em março uma linha de financiamento de 200 milhões de euros do Fortress Investment Group, além de contar com investimentos do BBVA Spark, GPF Capital e Cercano Capital.

O Jornal Económico procurou a Go Bravo para comentar o alerta do regulador, mas não obteve resposta até o momento. O Banco de Portugal também não comentou se há investigações em curso.