A Bolsa de Lisboa cai no vermelho depois de ter começado o dia no verde, tal como aconteceu com as praças europeias. O índice português (PSI) cai 0,72%. No petróleo, o crude ultrapassou os 80 dólares. Ataques no Médio Oriente justificam a subida no preço da matéria-prima.

As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para a EDP Renováveis, que quebra 2,38% para os 13,52 euros, depois de a empresa ter reportado uma subida de 96% no seu lucro, seguida pela REN que desliza 2,06% para os 3,56 euros, e o Banco Comercial Português (BCP) que quebra 1,86% para os 1,03 euros.

No vermelho encontra-se ainda a NOS, a Semapa, a Sonae, os CTT, a Mota-Engil, a Altri, a Jerónimo Martins, e a Navigator.

A negociar no verde está a Galp Energia que sobe 1,99% para os 19,69 euros, seguida pela Ibersol que avança 1,16% para os 9,63 euros, e a Corticeira Amorim valoriza 0,91% para os 6,62 euros.

No verde está ainda a Teixeira Duarte e a EDP.

Europa cai no vermelho

As principais bolsas europeias caíram no vermelho depois de terem começado o dia no verde. O DAX (Alemanha) quebra 0,33% para os 25.407,60 pontos, o CAC 40 (França) desliza 0,67% para os 8.401,78 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) sobe 0,17% para os 10.889,31 pontos.

O AEX (Países Baixos) está inalterado nos 1.092,51 pontos, o IBEX 35 (Espanha) desvaloriza 1,51% para os 19.429,35 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desce 0,08% para os 51.657,00 pontos.

“As bolsas europeias inverteram o sentimento positivo da abertura e seguem em território negativo a meio da manhã desta quarta-feira, num dia marcado por uma onda de resultados empresariais e por uma nova escalada nas tensões do Médio Oriente, que impulsiona os preços do petróleo, após ataques do Irão a bases norte-americanas. Os investidores aguardam com grande expetativa pelas decisões de política monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed), que chegam pelas 19h00 de Lisboa. Espera-se que o Banco Central norte-americano mantenha as taxas de juro inalteradas, mas será o discurso do presidente, Kevin Warsh, que poderá realmente mover os mercados, especialmente os temas em torno da inflação e crescimento económico. Para já, o setor energético volta a ser destaque, impulsionado pelo aumento dos preços do petróleo. No seio empresarial destaque para as reações entusiasmadas às contas de Kering, IMCD e Eni. Após o fecho da sessão europeia de realçar as contas das cotadas nacionais Sonae, Jerónimo Martins e BCP”, referiu a research do Millennium.

O petróleo está a ser negociado em alta com o brent a subir 3,29% para os 84,78 dólares e o crude valoriza 3,49% para os 82,03 dólares.

Esta subida no petróleo é justificada pelos ataques de Estados Unidos e Arábia Saudita no Iraque e da interceção de mísseis iranianos dirigidos às forças norte-americanas no Médio Oriente.

“A recuperação ocorre depois de os Estados Unidos terem anunciado a interceção de um ataque surpresa contra as tropas norte-americanas”, de acordo com nota do ING, transcrita pela agência noticiosa Reuters. Os norte-americanos e sauditas responsabilizaram grupos apoiados pelo Irão no Iraque por ataques contra instalações petrolíferas localizadas na Arábia Saudita, sendo que o Irão alertou que culpá-lo pelos ataques foi um “grande erro de cálculo”, referiu a mesma agência noticiosa.

O euro cai 0,03% face ao dólar, para os 1,13902 dólares, e o euro desce 0,02% face à libra, para as 0,85702 libras.