O Chega anunciou esta sexta-feira que vai avançar em setembro com uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) potestativa à atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária. “Esta não é uma CPI à PJ mas sim ao mandato de Luís Neves à frente da PJ”, destacou André Ventura, líder do partido.
Segundo o político do Chega, “o condicionamento e a afetação ilegal de meios à guarda da PJ ou de outras instituições utilizado ou para proveito próprio, ou em transporte também ele igual e sem enquadramento normativo, mostram como a atuação de Luís Neves se tornou prejudicial mas como essencialmente são um sinal da sensação de impunidade e de abuso de poder por parte de um governante.”
Em causa está a polémica em que o antigo diretor da PJ está envolvido devido a obras realizadas numa propriedade sua em Odemira pela empresa Construbarcelos e com um atrelado apreendido num processo de tráfico de droga, posteriormente encontrado nas instalações da mesma empresa. A iniciativa legislativa ocorrerá na abertura dos trabalhos parlamentares após o verão.