Depois de uma semana marcada pelos dados da inflação norte-americana, pelos resultados empresariais e pelo discurso do presidente da Reserva Federal (Fed), Kevin Warsh, os mercados reagem a novas tensões geopolíticas no Médio Oriente, que estão a impulsionar o preço do petróleo para cima dos 90 dólares por barril.
Enquanto os resultados e a inflação, que registou uma moderação em junho, deram algum ânimo aos investidores, o discurso de Warsh perante o Congresso e o Senado norte-americano manteve a sua mensagem inalterada, de controlar a inflação. Contudo, a tensão geopolítica complicou-se um pouco, levando a novas subidas do petróleo.
Já esta semana, também vai ser importante, com o Banco Central Europeu (BCE) a reunir-se na quinta-feira. Os analistas do Bankinter referem que a moderação da inflação em junho e o crescimento económico moderado são boas referências para que o “tom seja menos hawkish/duro, o que contrasta com a sua última reunião na qual subiu em +25 p.b. as taxas de juros de referência”.
“Na nossa opinião, aquela subida respondeu mais uma decisão de caráter preventivo do que ao início de um novo ciclo de endurecimento monetário. A temporada de resultados empresariais entra, esta semana, numa fase decisiva, também na Europa”, referem.
A primeira sessão da semana foi marcada por uma nova escalada do preço do petróleo, que chegou a ultrapassar os 90 dólares. “Durante o fim de semana, o conflito no Golfo Pérsico continuou a agravar-se. Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irão, enquanto Teerão afirmou ter atingido e imobilizado dois petroleiros no Estreito de Ormuz. O tráfego na região permaneceu muito reduzido, aumentando os receios de uma disrupção prolongada no fornecimento de energia e levando o preço do petróleo acima dos 90 dólares por barril”, afirma Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe.
“Ao mesmo tempo, os futuros do Nasdaq sobem cerca de 100 pontos no início desta sessão, depois das ações de semicondutores terem registado a pior semana dos últimos 12 meses. O movimento ocorreu após um mês de junho muito positivo para o setor e refletiu uma redução das apostas ligadas à inteligência artificial, perante dúvidas sobre as avaliações elevadas e o retorno dos fortes investimentos realizados nesta área”, aponta.
Nesta terça-feira vamos ver publicados os resultados da Novartis, Halliburton e General Motors.