Nomes sonantes, sem dúvida, mas muito mais do que isso. Nomes que o público acarinha e que a crítica celebra e que estão inscritos na Literatura mundial. Dois deles com o selo do Nobel. Garantida está a constelação das Letras: Salman Rushdie, Margaret Atwood, Olga Tokarczuk e Javier Cercas. E ainda Julian Barnes, László Krasznahorkai, Héctor Abad Faciolince e Byung-Chul Han. A força e a diversidade da literatura em língua portuguesa estará, igualmente, representada no BABELL. Lídia Jorge, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, Conceição Evaristo, Milton Hatoum, João de Melo, Dulce Maria Cardoso, Djaimilia Pereira de Almeida, Ana Paula Tavares, Bruno Vieira Amaral e Valter Hugo Mãe, entre muitos outros, cujas presenças contribuem para a promoção do diálogo entre diferentes gerações, geografias e experiências literárias.
E se as honras da abertura cabem à reflexão filosófica, às 15h30 de hoje, 24 de junho, com a conferência do reputado filósofo germano-coreano Byung-Chul Han no Jardim do Pensamento – projeto conjunto de Siza Vieira e Sidónio Pardal –, o serão terá como timoneiro o autor e bibliófilo argentino Alberto Manuel, lisboeta de adoção, que irá percorrer a história do livro e da palavra escrita como espaço de resistência cultural, no Teatro Rivoli.
Promovido pela Fundação Livraria Lello em coprodução com a Câmara Municipal do Porto, o BABELL nasce no contexto dos 120 anos da Livraria Lello e assenta num modelo singular: o acesso às sessões faz-se através da compra de um livro numa das livrarias aderentes da cidade, reforçando a ligação entre programação cultural, leitura e comércio livreiro.
O programa desenrola-se ao sabor de conversas com alguns dos nomes mais influentes da literatura contemporânea: Margaret Atwood e Olga Tokarczuk (27 de junho), Salman Rushdie (28 de junho), Julian Barnes, László Krasznahorkai e Javier Cercas, a que se juntam três das vozes mais prestigiadas da literatura contemporânea na América Latina, Héctor Abad Faciolince, Conceição Evaristo e Milton Hatoum.
O BABELL, na sua essência em evento de matriz literária, também chama a si a energia vital do pensamento, das artes visuais, do cinema e da música. Destaque para o concerto conjunto de GNR, Pedro Abrunhosa e Rui Veloso na Avenida dos Aliados, os concertos de Carminho e Bárbara Bandeira, mas também para a performance surpresa com a assinatura do artista contemporâneo Cai Guo-Qiang, cujas “pinturas no céu” vão unir as margens do Douro no sábado, 27 de junho (Ribeira do Porto e Cais de Gaia). O efeito “uau” é garantido e as expectativas sobre a criação do ‘mestre da pólvora’ são altas. Paralelamente, decorrem as exposições de Daniel Mordzinski, Ana Vidigal, Kelly Santos e Silvestre Pestana, a iniciativa BIBLLIOTERRA, focada nos mais novos, que ‘invade’ os Jardins do Palácio de Cristal, em pleno coração do Porto.
O projeto envolve “um investimento superior a 3 milhões de euros da parte da Fundação Livraria Lello, e uma equipa que ultrapassa as 800 pessoas”, como referiu Rui Couceiro, Comissário do BABELL, ao JE, “é uma forma poética de promover o território, mas é também, entre outros aspetos, uma enormíssima campanha de divulgação do livro e da leitura.” E vai mais longe, dizendo que, “no futuro, será possível dizermos que, graças ao BABELL, se levaram X mil pessoas às livrarias da cidade e nelas se venderam Y mil livros.”
A ambição do BABELL poderá ‘medir-se’ em livros, mas, mais importante é a vontade de posicionar o Porto entre as grandes capitais literárias europeias de 2026, através de um evento que promove a leitura, o pensamento crítico e o encontro entre diferentes formas de criação artística. Plurais e complexas, mas todas necessárias para entendermos o mundo.