Mrima Hill, no Quénia, é uma colina sagrada para o povo Digo, mas também um ponto de disputa geopolítica por minerais essenciais. Os Estados Unidos, a China e a Austrália competem por depósitos avaliados em 62 mil milhões de dólares, incluindo nióbio, neodímio e ítrio, cruciais para tecnologias de defesa e energia renovável.
O Ministério de Mineração do Quénia selecionou sete consórcios, de 13 candidatos iniciais, para concorrer ao direito de explorar a área. Entre os finalistas estão o grupo chinês Jinan Yuxiao, o consórcio australiano RareX e Iluka, e a empresa americana ReElement, que planeia desenvolver cadeias de abastecimento para ímanes militares.
A população local, que há séculos habita a região e considera a colina um santuário espiritual, teme perder suas terras e meios de subsistência. Líderes comunitários exigem consultas, compensação justa e proteção ambiental antes de qualquer acordo.