O Banco Central do Brasil divulgou nesta sexta-feira (data da notícia) que a dívida bruta do país subiu para 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho. No mesmo período, as empresas estatais federais registraram um déficit recorde de 7,8 bilhões de reais no primeiro semestre do ano.

A dívida bruta, que engloba os governos federal, estaduais e municipais, além da seguridade social, totalizou 10,8 trilhões de reais, cerca de 1,84 trilhões de euros. O aumento de 0,9 ponto percentual em relação a maio levou o indicador ao maior nível desde abril de 2021, quando atingiu 82,6% do PIB.

Nos três anos e meio do governo Lula, a relação dívida/PIB subiu 10,2 pontos percentuais, segundo cálculos do Instituto Fiscal Independente (IFI) do Senado. No ritmo atual, o IFI projeta que a dívida pode chegar a 115% do PIB em dez anos.

As empresas estatais, excluindo Petrobras, Eletrobras (privatizada em 2022) e bancos públicos, registraram um déficit de 7,8 bilhões de reais (cerca de 1,33 bilhão de euros) no primeiro semestre, o pior resultado da série histórica iniciada em 2002. Somente em junho, o déficit foi de 1,5 bilhão de reais (aproximadamente 256,4 milhões de euros).