A Alphabet, proprietária do Google, está a preparar-se para emitir 25 mil milhões de dólares (cerca de 21,6 mil milhões de euros) em dívida, de acordo com a agência Bloomberg. Esta operação marca o regresso da empresa ao mercado obrigacionista num contexto de crescentes preocupações com os elevados gastos em inteligência artificial (IA).
Os títulos de dívida serão divididos em 10 tranches, com maturidades que variam entre dois e 40 anos. Com esta emissão, a Alphabet deverá elevar o total de capital angariado em 2026 para mais de 125 mil milhões de dólares (108,4 mil milhões de euros). Em fevereiro, a empresa captou 20 mil milhões de dólares (17,3 mil milhões de euros) e, em junho, 85 mil milhões de dólares (73,7 mil milhões de euros), destinados em parte a infraestruturas de IA, devido a uma procura considerada “sem precedentes”.
Alphabet aumenta investimentos em IA e infraestrutura
A emissão surge na sequência dos resultados do segundo trimestre, divulgados a 22 de julho. A Alphabet registou um aumento de 24% nas receitas, para 119,8 mil milhões de dólares (104,9 mil milhões de euros), com destaque para o negócio de cloud, que cresceu 82% para 24,8 mil milhões de dólares (21,7 mil milhões de euros). O lucro operacional subiu 30%, e a margem operacional melhorou para 34%. O lucro líquido disparou 298%, para 112,1 mil milhões de dólares (98,1 mil milhões de euros).
Face à forte procura por soluções de IA, a Alphabet reviu em alta as suas despesas de capital (capex) para 2026, fixando o novo intervalo entre 195 e 205 mil milhões de dólares (169,3 a 178 mil milhões de euros), acima das estimativas anteriores.