Num claro sinal da aposta feita em Portugal, quando em 2016 adquiriu as unidades Tivoli, o grupo Minor Hotels prepara-se para lançar dois novos hotéis no país. “Um será na região norte e outro no centro”, afirmou Andrea Granja, director of public relations & communications do Tivoli Hotels & Resorts, num encontro com a imprensa realizado esta terça-feira, em Lisboa.
As duas unidades vão ser de cinco e quatro estrelas, sendo uma delas da Anantara, marca de luxo do grupo Minor e que conta com 60 hotéis & resorts em 24 países, entre os quais Portugal, em Vilamoura, no Algarve, embora a gestão pertença ao grupo Accor desde abril do ano passado.
A previsão do grupo Minor é que estas duas novas unidades possam abrir dentro de dois anos. “São dois lançamentos que estão a ‘borbulhar’. Será um misto de construção nova e remodelação de um antigo edifício”, referiu Natasha Rhymes, vice-presidente PR & Communications do departamento de luxury hotels.
Com 640 hotéis e mais de 90 mil quartos divididos por 63 países, o Grupo Minor encontra-se em Portugal desde 2016, onde conta já com 17 unidades entre o segmento de luxo, premium e soft brand.
“Temos hotéis em muitas regiões, na Ásia, no Médio Oriente, África, mas Portugal foi o nosso primeiro país na Europa. Portugal está sempre no mapa. É uma região e um país em que estamos a procurar apostar mais. Já estamos presentes com as marcas Tivoli, NH Collection, Avani e Anantara”, salientou Natasha Rhymes.
De resto, a chegada a Portugal surgiu como uma oportunidade de investimento e nem todo o processo burocrático e o caos que se vive no aeroporto de Lisboa, foram entraves. “Há diferentes maneiras de trabalhar em diferentes partes do mundo. Portugal nunca foi um problema para a Minor, foi uma oportunidade”, sublinhou Natasha Rhymes.
Outro dos conceitos presentes em alguns hotéis do grupo são as branded residence, algo que ainda não está presente nas unidades em Portugal, mas que a responsável não coloca de parte no futuro.
“Não vejo por que não. Estamos a desenvolver esse modelo em cada vez mais países. Depende das necessidades do mercado e dos nossos parceiros ou oportunidades de investimento”, afirmou a responsável.