Ataques russos fizeram dois mortos e pelo menos 40 feridos em várias regiões da Ucrânia durante a noite de sábado para domingo, afirmou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nas redes sociais.
Um ataque com um drone russo fez dois mortos e ‘destruiu quatro pisos de um edifício residencial’ em Kharkiv, uma grande cidade do nordeste da Ucrânia, disse Zelensky. Segundo o governador regional, Oleg Synegoubov, 23 pessoas ficaram também feridas. Imagens por ele divulgadas mostram um edifício parcialmente destruído, junto do qual as equipas de emergência desenvolvem operações.
Segundo o Presidente ucraniano, outras oito pessoas ficaram feridas durante a noite em Odessa, onde ataques danificaram a rede elétrica, o porto e residências.
Zelensky denunciou ainda um ataque ‘absolutamente brutal’ contra uma infraestrutura energética junto a um centro comercial em Pavlograd, na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste do país. Nove pessoas, incluindo quatro crianças, ficaram feridas nesta cidade, segundo o Presidente ucraniano.
Imagens divulgadas sábado à noite nas redes sociais, cuja autenticidade não foi confirmada pela AFP, mostram edifícios em chamas no que parece ser uma zona comercial.
A Rússia recorre ao ‘terror balístico’, lamentou Zelensky, afirmando que 61 mísseis de diferentes tipos foram lançados contra a Ucrânia esta semana. ‘São necessárias mais pressão, mais sanções contra a Rússia e mais defesa antiaérea para a Ucrânia’, afirmou.
Na Rússia, um ataque com drones ucranianos contra a cidade de Belgorod, junto à fronteira, matou três pessoas e feriu 25, incluindo crianças de quatro e nove anos, segundo o governador interino da região, Alexandre Chouvaïev. As defesas antiaéreas russas abateram 153 drones ucranianos sobre 17 regiões russas, a península anexada da Crimeia e os mares Negro e Azov, provocando três mortos e 25 feridos, informou o Ministério da Defesa da Rússia.
Segundo a ONU, este conflito provocou este ano um número superior de mortes entre a população civil. A invasão russa, iniciada há quatro anos e meio, prossegue sem perspetivas de um acordo de paz.